domingo, 30 de dezembro de 2012

Poeminha Sentimental

"O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam."

Mário Quintana.

Desatinando a Diferença

Às vezes penso que somos duas forças se colidindo. Prontas para explodir. Você como mar, eu como terra.  Sendo diferentes na forma de ser. Apesar de nos completarmos, nos repelimos e nos jogamos uma contra a outra. Você é uma maré avassaladora, eu só quero a tranquilidade de um copo de água. Um dilúvio prestes a eclodir, é assim que você é. Me assusta. Por vezes, até afasta. Mas eu a amo, a amo como jamais amei. Porque, quando paro, vejo que até gosto de uma tempestade.

Memórias de um apaixonado

Minha Senhora, às vezes penso que estamos tão velhos nesse mundo. Clareia-me a mente e me mostre o caminho de volta. Traz-me para aquelas belas lembranças que teimam em apagar. Desatina no passado tão distante. Quero nossas memórias, senta aqui na mesa e toma um chá, come desse biscoito e me diz o quanto nos amamos para que eu possa lembrar.