Peço-te
honestidade. Desta, que sempre teve comigo. Olhar nos teus olhos e ver a
verdade é como cheirar o mais puro dos cheiros e enxergar um horizonte repleto
de esperança. E é esta honestidade que me faz ser tua e cada vez mais tua a
cada dia que passa, a cada novo entardecer quando me deparo com lembranças suas
jogadas na tela do celular. Engata-me em um balanço sem fim, sem volta. Por vezes,
tenho até medo de continuar a me enroscar novamente nestes teus cabelos negros,
nessa tua pele macia e sorriso sincero. Dói imaginar tê-la, imagine não tê-la.
Será honesta essa ponta de esperança que desperta em meu peito? Será sincera
quando diz sentir falta da minha presença? Será que carregas mesmo pureza quando
me faz viajar para o lugar mais belo que existe só de imaginar tê-la comigo?
Não que importe, já estou tomada pelo sentimento de ir, de ir sem volta. Mas é
sempre bom saber em que chão estamos pisando e esse tem cheiro de movediça.
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