segunda-feira, 25 de março de 2013

Quando choramos


Nós choramos quando há extremos. Com a maior tristeza. Com a maior alegria. Choramos com a morte. Choramos com o nascimento. Derramamos lágrimas quando nos traem. Derramamos lágrimas quando são honestos. Botamos pra fora quando a pessoa chega na nossa vida de uma forma inesperada a nos tirar o ar, mas também choramos quando ela se vai, assim... Sem nem ao menos dizer “adeus”. Choramos por ódio. Choramos por amor.

Há um choro que é só meu. Eu choro com a beleza do amor. Bem no início, ainda quando é apenas um quase-amor. Quando está ali parado a nos tirar o ar, com a incerteza se no amanhã ainda permanecerá vivo, bem como uma flor fraquinha no jardim. Ah, eu choro com esse amor inicial porque ele é lindo e agonizante. É coberto de mistérios e o verdadeiro. Se é pra ser continua, se não vai-se embora. Também choro quando há o amor de verdade. O puro. Não aquele acorrentado a um “estou em um relacionamento sério com...”. Não! Esse não é o amor puro. O puro é aquele que você o esconde até o último fôlego. É aquele que dói quando os olhares se cruzam. É quando teu coração dá um aperto a cada beijo. E o calafrio se faz presente a cada toque. Além disso. Amor mesmo é aquele que respeitamos. Que honramos. Que somos fieis. Verdadeiros. Esse amor sim me faz chorar e me derramar em lágrimas. Talvez porque ele não existe, ou se existe ainda não conheci. Porque amor, amor pra ser completo, tem que ser reciproco. E desse amor, desse amor ainda não senti o gosto.

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